Andávamos à dias a trocar olhares. Quando ia te entregar o correio no teu gabinete não me conhecias, nem olhavas para mim e secamente dizias "obrigado". Mas quando estavas no cubículo do café, sentada a segurar a tua chávena vermelha, sentia os teus olhos a me despirem o corpo.
Tudo em ti era contradição.
A tua boca só se abria uma vez ao dia para falares comigo. No entanto naquele teu momento de pausa quando olhavas para mim com um olhar lascivo eu senti- te a contorcer as pernas, irrequieta na cadeira enquanto seguravas com força a tua chávena de chá. Imaginava que à distância estarias a beber-me, saboreando o meu sabor e o meu odor no teu corpo, deixando-te excitada e molhada, a estremecer de prazer.
Quando te sentia assim, provocava-te! Colocava me de modo a poderes ver o meu corpo e as minhas formas.
Num dia percebeste que eu vi como te fazia sentir e quiseste reprimir o teu sentimento de paixão e desejo.
Passaram semanas e não voltaste para tomares o chá àquela hora...
Mas enquanto adormecia o meu desejo, o universo encontrou nova forma de te colocar no meu caminho.
Ficaste até tarde a trabalhar e reparei que tinhas a luz acesa. Como sou o último a sair pensei que fosse esquecimento.
Para minha surpresa lá estavas tu. Timidamente dei te boa noite enquanto sentia o meu corpo a ficar dormente e a tremer de antecipação. Reparei que ficaste logo com um rubor na cara e calor no corpo pela forma como te movias, enquanto me respondias e pedias mais cinco minutos para acabares o teu projecto. Acedi e disse te esboçando um sorriso que estaria à tua espera ali no cubículo do café.
Aqueles cinco minutos pareciam uma eternidade. Não sabia como irias reagir se te convidasse para sairmos para um copo depois do trabalho. Afinal nunca tínhamos falado muito. Apareceste relaxada e agradecida por poderes concluir o teu trabalho.
E começámos a conversar e nessa breve troca de palavras a tua mão tocou na minha e senti uma faísca. Era como se naquele momento o mundo estivesse parado, os nossos olhos se fixaram e eu me deixei perder nos teus grandes olhos castanhos. Quando dei por mim estávamos encostados no cubículo. As minhas mãos contornavam cada curva do teu corpo enquanto as tuas desciam pelo meu, expondo-o ao mundo com cada botão aberto da minha camisa, sentia te a tremer.
Começaste por me beijar o peito, contornando os meus mamilos com a tua língua. Sentia um calor enorme no meu ventre da excitação que me fazias sentir. Encostei te suavemente ao cubículo e segui com os meus dedos a tua cara passando pelos teus lábios carnudos, descendo para o teu pescoço e ombros, beijando-te. Cheguei ao teu pescoço e ao primeiro beijo senti o teu corpo a estremecer, como se a cada carícia a tua excitação aumentasse de forma exponencial.
Estava a ficar louco com o teu cheiro.
Começámos a degladiar com as nossas línguas enquanto me puxavas para perto de ti apertando os teus seios contra o meu peito.
Desabotoei suavemente a tua blusa cor de rosa palida, que deixa perceber de forma muito tenue o contorno dos teus seios, enquanto retiravas o teu soutien de renda expondo o teu belo peito.
Tu não aguentavas mais, querias me em ti. Levaste a minha mão ao calor do teu ventre. Senti o teu regaço quente, húmido, excitado a pulsar com a vibração do teu corpo, enquanto me baixavas a cabeça para te saborear. A cada puxão do meu cabelo percebi como gostavas do prazer e como te levaria ao céu. Retirei te as calcinhas enquanto te entretias a procurar com as tuas mãos o meu falo. Sem pensarmos no que estava acontecendo e com os nossos corpos incendiados pelo nosso instinto ardente, dei por ti deitada na mesa do café a me implorares que te penetrasse. Puxei as tuas pernas para perto de mim enquanto te entrava no teu corpo. A cada movimento meu, agarravas os teus seios e mordias os teus lábios enquanto eu sentia o teu interior a me puxar para a loucura. Agarrei as tuas pernas e beijei os teus dedos dos pés, enquanto exclamavas e gemias por mais.
Todo o mundo estremecia aos nossos pés até que soltaste um grito de prazer e me puxaste para ti mordendo o meu lábio. Tive a sensação de dor e de prazer enquanto gozava dentro de ti.
Acabamos agarrados um ao outro. Aquele momento tinha sido o clímax de várias semanas e meses de olhares e flirts e finalmente tinha sido consumado. A nossa vida voltou a ser a mesma até sentirmos a necessidade de nos amarmos de novo.

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